quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Facebeook e as páginas políticas

Kelly Pereira e Silvia Almeida

Com o acesso liberado da internet, hoje todos falam o que pensam sem medo das consequências, uma terra sem lei, e em época de eleições e quando temos mais críticas, opiniões contra, a favor, há um turbilhão de informações onde todos querem expor um ponto de vista.
A liberdade de expressão está garantida no texto constitucional art 5, capitulo do Direitos e Deveres Individuais, mas até que ponto podemos expor nossa opinião? O nosso direito está mesmo garantido? De uma coisa podemos ter certeza a nossa liberdade é respeitado até certo ponto, temos vários casos onde a justiça ordenou a retirada de blogs e páginas da internet por terem uma opinião contrária ao partido.


Algumas páginas conseguiram disfarçar seu conteúdo com humor, como é o caso da página “Dilma Bolada”, onde o dono, Jeferson Monteiro, publicava postagens sérias em “tom divertido”. A página tem por volta de um milhão e meio de curtidas, e conta com mais de 500 comentários em cada post – todos com alguma discussão política. Mas, na verdade, páginas como essa parecem promover mais uma “guerra” entre os eleitores partidários de esquerda e direita, do que uma discussão política saudável.


Ofensas são dirigidas uns aos outros pelas ideologias opostas, e as generalizações e estereótipos são o suficiente para começar incontáveis “brigas” cibernéticas. A liberdade de expressão é a fonte desse tipo de confronto se originar, mas, ainda, não pode ser vista como a verdadeira vilã, pois é ela, também, que motiva a busca pela melhoria no país.
A página da jornalista que faz demasiadas declarações polêmicas, Rachel Sheherazade, também possui diversos seguidores e, da mesma forma que a página Dilma Bolada, há demasiadas discussões políticas, com pessoas que concordam com seu ponto de vista. 


A jornalista, no entanto, já recebeu nota de repúdio pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e da Comissão de Ética desta entidade, pelas suas declarações radicais nas mídias locais. Pois, por mais que a liberdade de expressão seja um direito do cidadão, como jornalista, os profissionais afirmam que sua posição deveria ser completamente imparcial – para não influenciar o pensamento dos cidadãos e deixá-los tirar suas próprias conclusões das informações recebidas.


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