Kelly Pereira e Silvia Almeida
Com o acesso liberado da
internet, hoje todos falam o que pensam sem medo das consequências, uma terra
sem lei, e em época de eleições e quando temos mais críticas, opiniões contra,
a favor, há um turbilhão de informações onde todos querem expor um ponto de vista.
A liberdade de expressão está
garantida no texto constitucional art 5, capitulo do Direitos e Deveres
Individuais, mas até que ponto podemos expor nossa opinião? O nosso direito
está mesmo garantido? De uma coisa podemos ter certeza a nossa liberdade é
respeitado até certo ponto, temos vários casos onde a justiça ordenou a
retirada de blogs e páginas da internet por terem uma opinião contrária ao
partido.
Algumas páginas conseguiram
disfarçar seu conteúdo com humor, como é o caso da página “Dilma Bolada”, onde
o dono, Jeferson Monteiro, publicava postagens sérias em “tom divertido”. A página
tem por volta de um milhão e meio de curtidas, e conta com mais de 500
comentários em cada post – todos com alguma discussão política. Mas, na
verdade, páginas como essa parecem promover mais uma “guerra” entre os
eleitores partidários de esquerda e direita, do que uma discussão política
saudável.
Ofensas são dirigidas uns aos
outros pelas ideologias opostas, e as generalizações e estereótipos são o suficiente
para começar incontáveis “brigas” cibernéticas. A liberdade de expressão é a
fonte desse tipo de confronto se originar, mas, ainda, não pode ser vista como
a verdadeira vilã, pois é ela, também, que motiva a busca pela melhoria no
país.
A página da jornalista que faz
demasiadas declarações polêmicas, Rachel Sheherazade, também possui diversos
seguidores e, da mesma forma que a página Dilma Bolada, há demasiadas discussões
políticas, com pessoas que concordam com seu ponto de vista.
A jornalista, no
entanto, já recebeu nota de repúdio pelo Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e da Comissão de Ética desta
entidade, pelas suas declarações radicais nas mídias locais. Pois, por mais que
a liberdade de expressão seja um direito do cidadão, como jornalista, os
profissionais afirmam que sua posição deveria ser completamente imparcial –
para não influenciar o pensamento dos cidadãos e deixá-los tirar suas próprias
conclusões das informações recebidas.
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