quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O papel do jornalismo no período eleitoral

Tatiane Sofia
Muito se tem discutido sobre as funções do jornalismo no processo eleitoral. A imprensa, de modo geral, ocupa um lugar relevante para que a população possa conhecer os candidatos e fazer o que poderia ser a melhor escolha.  
Durante alguns períodos da história brasileira, a imprensa atuou de forma ética, séria, quase como um poder moderador que proporcionava informações à população de forma contributiva, para dar a conhecer os mais diversos segmentos políticos, os mais diversos perfis de candidatos e partidos. Nos últimos anos, isso mudou drasticamente. A imprensa, muitas vezes, está preocupada em defender seus interesses, nada mais do que isso.  

O papel da imprensa, o papel do jornalismo mudou muito nas últimas décadas. Evidentemente que naquilo que lemos nos jornais, naquilo que assistimos na TV ou ouvimos no rádio, tudo parece ser notícia de interesse público. As manchetes que estampam algum escândalo público atendem, exclusivamente, ao interesse público, é isso que querem que todos pensem.  
A liberdade de imprensa constitui garantia constitucional, e os jornalistas podem evidentemente manifestar sua opinião sobre debate entre os candidatos realizado por meio de rede nacional de televisão, porque tudo isso melhora a informação dos eleitores e é útil para o aperfeiçoamento da vida política nacional.  
Não obstante isso, o Estado deve podar os excessos cometidos em nome da liberdade de imprensa sempre que possam comprometer o processo eleitoral.  
Uma imprensa livre, um jornalismo livre, com responsabilidade, preparado, com profissionais qualificados no ensino universitário específico em jornalismo são condições básicas para o trabalho da imprensa, para o fortalecimento e a garantia das liberdades democráticas e da democracia no Brasil. Na realidade local, o jornalismo está comprometido. Há inúmeros periódicos que se mantém exclusivamente pela subvenção governamental, seja do poder executivo, seja do poder legislativo.  

À imprensa deve ser garantido o papel que a sociedade lhe impõe e que o jornalismo responsável exerce com competência: o de informar com seriedade e imparcialidade, devendo o Poder Judiciário agir   com firmeza para coibir a atuação parcial e excessiva. 
No que tange o jornalismo consolidado e por mais incipiente que seja, é, sem dúvida, a imprensa uma das poucas maneiras que a sociedade tem para saber, informar e conhecer os meandros do processo político, as riquezas e as misérias da administração pública. A imprensa é uma forma decisiva para que a sociedade conheça um pouco seus políticos e possa optar. 

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